A esperança que me invadira pela manhã já não me acompanhava. Era o último dia das férias de Natal e não consseguia controlar o desespero que se apoderava de mim, cada vez que pensava em ir para a escola no dia seguinte. Antes de dormir, depois de passar um dia a convencer-me a mim mesma de que ia faltar às aulas no dia seguinte, tentei pensar em coisas boas. Pensei que não valeria a pena desperdiçar um ano da minha vida só porque me sentia extremamente mal naquela escola e naquela turma. Planeei que passaria o minimo de tempo possivél ali e que ocuparia o resto do meu tempo a fazer coisas que me fariam bem. Prometi a mim mesma que me ia dedicar mais aos meus amigos, aos estudos e ao meu quarto.
O toque do despertador, na manhã seguinte, não soou tão aterrador como muitas vezes me parecera no passado periodo escolar. Acordei inundada de uma calma que não conhecia e, sem pensar demasiado, aprontei-me para ir para a escola. Os sete minutos de caminho estenderam-se a cerca de doze, em conformidade com a minha extrema vontade de entrar naquela "instituição". Talvez a calma que me preenchera ao acordar se chame sono e, agora, não me restava uma rédia de sono, de tanto que o meu coração palpitava.
Todas as aulas do dia custaram a passar, na medida em que a única coisa que os meus ouvidos queriam precepcionar era o toque de saída. Parecia que o vento soprava em direcção aos ponteiros do relógio, contrariando o seu movimento. A única coisa que me alegrou foi rever alguns dos meus amigos mais chegados e perceber que sentiam o mesmo que eu quando me viam. Por outro lado, enquanto observava, do último andar de um dos blocos da escola, a afluência de pessoas às salas de aula aquando do toque de entrada da uma e meia da tarde, entristecia novamente por não haver, absolutamente nada de novo naquele lugar e a minha vida se resumir à mais rotineira, aborrecida e frustrante vulgaridade.
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1 comentário:
Continuo a preferir bifanas e pão com chouriço
As melhoras ...
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