08 janeiro 2009

Os dias de escola que se seguiram foram como todos os do primeiro periodo: ora me sentia bem, ora a cada minuto que passava me doia mais o simples facto de respirar. Pelo menos uma das minhas "auto-promessas" eu estava a consseguir cumprir - por mais que não fosse, à luz dos meus olhos - estava a reaproximar-me dos meus amigos. (Daqueles de quem me afastara.)
A Mariana é a minha "base sólida", como uma vez ela me definiu. Apesar daquilo por que a nossa relação passou, eu não a conssegui julgar em momento algum e pouco a pouco as coisas voltarão ao que eram.
O Filipe é uma causa perdida - na medida em que não acredita em mim - mas é-o de uma forma adorável. Ele é demasiado imaturo para me preocupar com o que pensa. O cérebro dele deve irritar-se de pensar tal como ele se irrita quando está com fome ou com sono, e por muito que tente fazer a valer a minha visão dos factos, não conssigo! No entanto eu adoro-o, e ele sabe disso tão bem como eu. Não tenho quaisquer dúvidas de que a nossa amizade perdura e perdurará.
O Rodrigo é, por vezes de todos o que mais me agrada, parece que nunca me julga. Pode ser imaginação minha, mas por muito que a nossa relação se resuma a tabefes a brincar - que eu nem sequer força para dar tabefes a sério tenho - e conversas de café, eu acho que ele conssegue perceber quando não estou bem. E não me "invade" com perguntas ou acusações que na maioria das vezes nos põe pior. Por outro lado, nalgumas alturas tenho pena de não falarmos mais... mas se falasse mais com o Rodrigo ele deixaria de ser o meu amigo Rodrigo, como o conheço e como ele é.
O Pedro tem sido uma surpresa agradável, mas ainda encontro dificuldade em por de parte o terror que tenho de não compreender o que lhe vai na alma. Com ele nunca sei se estou a agir bem ou mal, nem o que ele pensa de mim e isso assusta-me. Não obstante, tenho me divertido com ele... é como um jacto particular que me leva daqui para fora quando é preciso. Não me pergunto porquê.

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