20 janeiro 2010
De repente sentia-se tão confusa. Tão sozinha, tão cheia de sentimentos que se anulavam uns aos outros e a esvaziavam de qualquer emoção. A única coisa que tentava fazer era separa-los e pensar numa maneira de fazer o coração disparar e sentir qualquer coisa. Teria acabado? Teria, tudo o que existira até lá, acabado pela razão mais vulgar que poderia imaginar? Ter-se ia esgotado? O cérebro recusa-se a aceitar e procura mil e uma razões para lutar mas o coração já não dispara por nenhuma delas. Começa a doer um bocadinho, é bom sinal. Talvez ainda haja esperança. Dizem que é a última a morrer.
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